Ódio de tantas coisas
Amo a vida, me amo
Mas odeio tanta coisa
Vejo em muitos a desistência
Vejo em poucos a determinação
Me dá raiva sentir que não posso fazer muito
Odeio sentir isso
Não odeio os que desistem
Me odeio por me preocupar com eles
Tenho vontade de gritar e grito
Tenho vontade de bater mas escrevo
Tenho vontade de chorar mas bebo
Tenho vontade de beber mais mas choro
Me desespero
Não sei mais viver
Sou feliz porque sou
Não porque encontre um real motivo para ser
Não acordo chorando porque prefiro sorrir
Não durmo porque não consigo sonhar
Não desisto porque odeio quem o faz
Sou um lutador, nunca me entregarei
A raiva, ao ódio e a dor
Mas sinto tanta falta de ter tido um pai
De amar alguém sem me preocupar
De ser quem sou, sem charme, sem rancor
Mas quem pode tirar a minha dor
Nenhum comentário:
Postar um comentário