terça-feira, dezembro 14, 2010

Ali deitada

Ali deitada

Hoje acordei e olhei para os lados ainda quase dormindo
parecia estar meio sonhando meio acordado
difícil ter certeza com o que via ao meu lado
um lisonjeado, apaixonado eu olhava perdido

Acordei, tomei meu café e na televisão vi mendigos,
violência, economia, tempos esquecidos e pouco vividos
assisti sinais de esperança, abonança, felicidade e tristeza

Aos poucos percebi que estava desperto
e voltei a minha cama e olhei bem de perto
realmente meus olhos estavam abertos
e meu coração não poderia estar mais repleto

Parei por alguns instantes e admirei
Encantando pouco a pouco me aproximei
me sentindo um rei
aos poucos me aproximei e abracei...

ela, que estava ali deitada
quase desnuda
com sua leveza encantada
que amarei por toda minha vida

sexta-feira, junho 04, 2010

Ainda dói

A passos curtos vou me distanciando
Caminhando para o lado oposto
Mas sem deixar de ver o que estou tentando deixar para trás
Algo que vem me acompanhando por toda minha vida
De um jeito estranho e descompassado
Tentando morrer dentro de meu coração
Mas agora que a perda se concretizou
Parece que a dor é mais forte
E a força que preciso fazer é como de uma corda esticada
Prestes a arrebentar, apenas mais um pouquinho e vai ruir
Posso não ter feito rimas dessa emoção
Mas não tenho certeza do que está por vir
E ainda dói, o que torna mais difícil minha ida
Para longe desses passos
De dor que não me abandonam

(em memória)

sexta-feira, maio 28, 2010

follow me

Faço poesia por pura ironia
Não sei fazer, mas faço por prazer
Creio no que escrevo, mas não leio

quinta-feira, maio 20, 2010

Pisciana

Mesmo signo
Mesmo carinho
Mesmo olhar
Tantas semelhanças que não posso deixar de amar
Sorriso fácil, o abraço que aconchega,
que todo mundo quer receber quando chega.
Dúvidas e desejos de uma pisciana que ama a todos
Alegre, contente e irreverente,
parece poesia mas é como a filosofia de viver
algumas vezes tão carente e em outras tão atraente.

___
(fiz essas breves palavras há cerca três anos, mas quando li elas ontem parecia que tinha acabado de escrever, então resolvi publicar)

quarta-feira, maio 19, 2010

Memória póstuma

Dor, prever que algo irá padecer
e não ter nada a fazer.

Amor, incondicional ele pode ser,
racional ele pode se tornar,
então de mentiras passará a viver.

Sofrer, sem ter como resistir
ver o objeto do amor se afastar...
restando apenas sorrir.

Perder a chance de demonstrar,
de receber o que espera do amar.

Frustrado fiquei ao perder
o que mais amei e com que tanto errei
me restaria chorar, mas pouco chorei,
me dediquei a sorrir e vencer.

segunda-feira, abril 12, 2010

por Jayme

O texto abaixo foi escrito pelo Jayme Camargo da Silva e foi descoberto por uma grande amiga de uma amiga que postou em seu blog e me mandou o link (meninabrocolis.blogspot.com). Achei muito bom e resolvi publicar aqui também apesar de eu só ter publicado até hoje textos meus.
Blog dele: http://deliriosnaprovincia.blogspot.com/

"Procura-se um amor que procura um amor...

Procura-se um amor que em primeira mão divida o cotidiano. Que se divida no cotidiano. Que Se reparta. Que Se entregue. Que não parta frente à natural dificuldade das diferenças. Que entregue sua natureza. Procura-se um amor que finalmente nos escute. Que nos sinta. Que pressinta o momento de ser forte. Que saiba antes da dor preparar o terreno, e após ela tenha a sensibilidade do colo. Que tenha a delicadeza no cafuné ao dormir. Que tenha romantismo na pegada. Que não tenha receio em se apegar. Procura-se um amor que abra os sentimentos. Que se abra ao viver cada momento. Que tenha o prazer em conosco perder seu tempo. Que tenha coragem em repartir seus tormentos. Que tenha conosco o fim da angustia. Que nos tenha como um novo começo. Que nos seja o princípio do belo. Que nos faça um bolo no dia de chuva. Que reparta a pipoca no cinema. Que nos dê a mão no beijo do filme. Procura-se um amor que nos divirta. Procura-se um amor Que se possa conversar. Que nos recolha conchinhas no mar. Que também acredite que o “amor aumenta com o ar”. Procura-se um amor que tenha similitude no impacto das almas. Que tenha personalidade na discrição. Que tenha reciprocidade na saudade. Que nos mande mensagem no meio da noite. Que nos procure primeiro ao receber uma novidade. Procura-se um amor que nos leve para dançar. Que dance conosco a vida. Que junto a gente construa a história de nossas vidas. Que na distância fabrique a vinda de uma memória. Que a nostalgia se dê como esperança. Procura-se um amor que “no choque entre o azul e o cacho de acácias” deixe tudo “lindo”! Que faça Caetano re-fazer seu poema. Que fizesse “Chico” lamentar não ter conhecido. Procura-se um amor que não tenha medo. Que se jogue. Que se declare. Que a única forma de jogo seja jogar junto com a gente. Procura-se um amor que não só nos faça bem, mas que nos torne melhor. Que melhor seja impossível. Que nos transforme como disse “Drexler”. Que nos re-funde a partir do sentimento. Que se funda com a nossa vida. Que compartilhe seus movimentos. Procura-se um amor que preze nossa liberdade. Que acredite no valor do respeito. Que se encante pelo nosso jeito. Que tenha jogo-de-cintura na adversidade. Que tenha tranqüilidade para fornecer sossego. Procura-se um amor que nos surpreenda. Que não feche os olhos antes que adormeçamos. Que não se arrependa em viver a vida. Que quando não estivermos esperando – chegue. Que nos carregue em direção às nuvens. Que nos traga a consistência na leveza. Procura-se um amor que finalmente seja um delicioso “pequeno lugar”. E que lá “Cartola” seja trilha sonora. Procura-se um amor que seja equilibrado sem ser chato. Que seja louco sem nos colocar em risco. Que seja “meio bossa nova e rock´n roll”. Procura-se um amor que antes seja bela que bonita. Que seja interessante. Procura-se um amor que na base há lealdade. Que tenha alteridade em seus valores. Que seja responsável com aquele que cativamos. Procura-se um amor que se acredite. Que credite suas fichas em nosso centro. Procura-se um amor que seja por dentro, mas Que não tenha medo em botar para fora. Que dirija nossa vida quando estivermos bêbados. Que nos cuide quando convalescemos. Procura-se um amor que combine com a nossa casa. Que o astral seja harmonia. Que as noites de inverno sejam acolhimento. Procura-se um amor que seja sagaz na melodia. Que no fim da tarde nos procure para saber de nosso dia. Procura-se um amor que também esteja nos procurando. Que esteja vivendo no mesmo “tempo”. Que não seja mais um futuro-do-pretérito. Que traga consigo o “tempo do amor”. Procura-se um amor que nos faça perder a noção do tempo. Que nos descontrole pelo envolvimento. Procura-se um amor que... Procura-se um amor... Procura-se um... Procura-se... Procura... Pró-cura... Quiçá o amor exista na “cura” do mundo."

Não direi mais nada depois disso

domingo, abril 11, 2010

Perguntas certas

Queria ver a vida com a clareza simples de um cálculo de somar e subtrair,
com a facilidade de montar um “lego” na infância.

A vida se apresenta tão obscura, tão fácil e tão difícil ao mesmo tempo.

Correr os caminhos do sucesso incondicional sem passar por encruzilhadas,
sem respostas, com vários caminhos certos e inúmeros errados.

Estou inconsciente do caminho que sigo na minha vida pessoal.

Preciso aprender as perguntas certas para me fazer feliz.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Disitante do lar

PRIMEIRA

Olho para as estrelas,
busco respostas para perguntas que não fiz,
busco rumos entre estradas que não sei se existem.

Sinais são postos,
localizo estrelas que nunca vi e não o que elas podem significar.

Um mundo incompreensível.
Olho olhos perdidos e me perco na beleza translúcida dos seus azuis.

Encantado fico a admirar a beleza do desconhecido que me seduz com sua delicada beleza.


SEGUNDA

Carente, capaz de cometer loucuras,
desvelar os segredos mais ocultos de outrem.
Ultrapassar barreiras proibidas até por mim.
Na beleza delicada vejo florescer o desejo de encontrar a verdadeira mulher entre olhares furtivos.

TERCEIRA

Transgredir o proibido é ter um prazer descabido por algo que não se deveria realizar.